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COMO CRIAR O SEU
PATINHO MANUAL DE ORIENTAÇÃO
PARA CRIAÇÃO E ENGORDA
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Os patinhos de um dia,
estão sujeitos à alguns cuidados especiais depois de uma longa
viagem, pois não passam de
recém nascidos. Apesar de muito
resistentes e espertos, devem receber água com açúcar logo que postos sob
a campânula. Caso não se
dirijam aos bebedouros
imediatamente, pegar alguns com a mão e molhar o bico, que
logo todos farão o mesmo. A temperatura da
campânula deve ser de 32º Centígrados na primeira semana, passando à 25º
C. na segunda semana. Nos locais de clima tropical não há necessidade de
aquecedor alem dos quatorze dias. ATENÇÃO: 1- Nunca segure os
patinhos pelas patas ou asas, faça-o somente pelo pescoço ou pelo
corpo. 2- Nunca deixe os
patinhos entrarem na água antes de vinte e um dias.
NASCIMENTO
NO INCUBATÓRIO
É o fator mais
importante para quem deseje criar patos para engorda e abate. Nossa
experiência com esta espécie, depois de experimentar diversas composições
e fórmulas, nos ensinou que para haver um bom desempenho na criação, é
necessário uma boa ração, que na falta de alternativa poderá ser a ração inicial de pintinhos, de
preferência peletizada (com
peletes tipo ração de codornas) ou triturada, evitando-se as rações muito
finas, isto até os primeiros quatorze dias. A partir dai e até os trinta e
cinco dias ou quinta semana, poderá ser administrada a ração comercial de
crescimento peletizada, e dos trinta e cinco até o abate, a ração
de engorda, também peletizada. Se for possível
conseguir ração especial ( só se consegue para grandes quantidades), siga
a formulação que segue junto
a embalagem dos patinhos de um dia. Caso não seja possível formular, entre
em contato com um fabricante e solicite ração sem antibióticos,
hormônios ou qualquer
outro medicamento. A ração não deve faltar nos
comedouros, que podem ser de calha ou cilíndricos como os de frango de
corte. À cada novo lote limpar bem os comedouros antes de botar ração
limpa. No caso de abate, retirar a ração 8 horas antes, para que estejam
com o aparelho digestivo vazio. Os bebedouros devem
ser do tipo automático ou calha com água corrente, numa altura que não
permita ao patinho se banhar, devendo estar distante no máximo 3 metros dos comedouros, e de
preferência junto à uma das laterais do galpão. Sob a linha de bebedouros, deve
haver uma calha com ralo, para onde a água deva escorrer, deixando o piso
seco. O consumo de ração nas
primeiras semanas é muito pequeno aumentando rapidamente da quinta semana
em diante, podendo-se calcular
a taxa de conversão com uma boa ração para o abate em 45 a 50 dias
entre 2,4 e 2,5 quilos de ração por quilo de peso vivo, sendo que nesta
idade, tanto machos como fêmeas atingem cerca de 3,3 kg. com diferença de
5% a favor dos machos. Caso o abate seja postergado para 70 dias, os patos
podem ultrapassar os 4Kg. de peso vivo, porém com uma taxa de conversão
menos eficiente. Usa-se esta modalidade
para quando se deseja obter peitos de pato mais pesados. Com uma boa ração
temos conseguido exemplares de 4,5kg de peso vivo, aos 60 dias.
Outro fator de suma
importância na criação é o espaço requerido pelos patos de Pequim, que
como regra geral até a segunda semana, pode ser o dobro do necessário para
pintinhos. Dai em diante as
necessidades mudam, e podemos resumi-las na tabela abaixo.
DIAS
QUANTIDADE/m2
Até 7 dias
40 unidades
Até 14 dias
15 "
Até 21dias
10
"
Até 28dias
6
"
Até 35dias
5
"
Até 49dias
4
"
De 49 em diante
3
" Um modelo bom para
criação em nosso clima será o de um galpão com 10 metros de largura, e
comprimento variando de 30 a 200 metros de acordo com a quantidade de aves
que se deseje criar. O pé direito deve ser de no mínimo 3 metros nas
regiões menos quentes e quatro metros nas regiões de clima quente. Nestas
deve ser construído um lanternim na cumeeira para exaustão do ar quente. A
posição do galpão em relação à incidência de raios solares também deve ser
observada, de modo a possibilitar as aves sempre um local de sombra para
se abrigarem pois uma exposição prolongada pode causar sua morte. O galpão poderá ter a
lateral toda telada ou não, dependendo da região, pois se não houver
predadores ou ladrões, basta uma parede de 70 centímetros de altura para
impedir a sua fuga. Também as divisórias entre lotes, podem ter apenas 50
centímetros de altura, pois será o suficiente para detê-los facilitando ao
tratador o acesso. O bebedouro em calha
ou linha de bebedouros automáticos, deverá ficar junto a uma das paredes
laterais, a uma altura do chão que não permita a entrada da ave, sendo a
linha de comedores paralela a ela, numa distância que pode variar entre 2
e 3 metros. O piso do galpão deve
ser pavimentado, com caimento para o lado do bebedouro de cerca de 5% de
modo a facilitar a limpeza e o escoamento da água. As telhas podem ser de
fibrocimento, recomendando-se nas regiões mais quentes as telhas de
cerâmica, por isolarem um pouco mais o calor.
CRIAÇÃO CONFINADA EM GALPÕES VISTA GALPÕES DE CRIAÇÃO 1 E 2
Em 2002 iniciamos a criação do pato caipira ou orgânico, com excelentes resultados. É que a partir da segunda semana, quando não precisam mais calor artificial, são colocados em grande cercados nas áreas de capoeira, alimentando-se parcialmente de capim e outros vegetais, complementando-se a alimentação com uma ração especialmente formulada por nós, ração esta sem qualquer antibiótico, hormônio ou medicamento, e sem o stress inevitável do confinamento, produzindo um pato muito saboroso e mais saudável, e com características mais naturais. Este pato entretanto, diante de um custo mais elevado, só é produzido sob encomenda. (vide foto abaixo)
Iniciamos nossa
criação em 1989, e até o presente não observamos em nosso criatório
nenhuma doença contagiosa nos milhões de patos que já produzimos. Isto
não significa que os patos não estejam sujeitos a doenças. No entanto
cuidados na higiene e nas acomodações são necessários tais como, limpeza
sistemática de comedores e bebedores a cada troca de lote, ventilação dos
galpões, cama seca feita de cepilho, palha de arroz, capim seco picado,
sabugo de milho triturado, ou qualquer outro material absorvente para
manter o piso sem umidade, que por incrível que pareça é um dos principais
fatores de mortalidade. Isso evitará que tenham reumatismo nas pernas,
fato observado em literatura especializada, causando arqueamento das
pernas e atrasando o crescimento. Algumas vezes em casos
isolados surgem problema nos olhos, que aparecem lacrimejando e meio
fechados podendo causar cegueira e morte por inanição.. Deve-se isolar o
indivíduo,
Para qualquer outro sintoma ou indícios de doença não identificada,
sugerimos contato com um veterinário mais próximo que facilmente resolvera
o problema, pois estes patinhos são criados a mais de um milênio, sendo
poucos os problemas não solucionáveis.
Qualquer dificuldade entre em contato conosco via internet ou pelos
telefones (21)2527-1466 ou 9645-8542, para tentarmos esclarecer suas
dúvidas.
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